junho 15, 2010

Carrinhos de Plástico não poluem o ar ...



Comecei me jogando nos super mercados de descontos. Sim, italianos adoram descontos – risparmios -, assim sobra mais para as modinhas das estações. Há uma série deles espalhados pela
Toscana, como o Eurospin, Coop, Eurospar.Há produtos com rótulos maiores do que a própria embalagem escritos em línguas inimagináveis. Não quero pensar também na procedência dos mesmos, mas de qualquer forma os preços convencem, começam com míseros centavos de euros. A sessão de queijos e lacticínios é interminável.Param tudo quando o assunto for : “prosciuto crudo” o presunto cru com uma grossa e bela camada de gordura branca elevado à categoria de religião, e as intermináveis nomeações feitas ao genérico parmesão... - há
inclusive disputas familiares a respeito da qualidade, validade e procedência dos mesmos, coisa casca grossa...mas o
famoso “Grana Padano” ganha a afeição da maioria.Pasmei dias depois pela TV a reportagem da quebra de uma gangue com produtos agrícolas proibidos por fazerem as frutas amadurecerem mais rápido, permanecerem mais tempo sem estragar e manterem-se bonitas por muito mais tempo, quase uma mumificação ! Bom, dias depois achei que aquele kiwi estava bonito, mas impraticável como comida, era enfeite... Comprei uma rama de tomatinos doces, pareciam enfeite de natal, e um jogo de potes transparentes de plástico com tampas
fosforescentes. Os tomates se foram em uma "sentada. Os potes que custaram mais barato que os tomatinos jazem na pia, e serão lavados e reaproveitados infinitas vezes. Saudades do tempo quando carinhos de plástico custavam mais que um maço de brócolis. Sei lá ... tá tudo muito estranho !