abril 15, 2010

Rumores toscos de um lugar legal ...



De volta à borda daquela trilha sinuosa, vou de malabares acesos, mambembe de circo, no fio, na linha, na borda. Suspiro e olho a distância do início se confundir com o horizonte, a linha do mar e o céu estranho se fundindo como meus passos se equilibro ou passo falso. Netuno me aguarda com tridentes e ondas um espetáculo particular e idílico entre um suspiro e outros goles. Narciso me trará o espelho recomposto de Malévola, e com o sorriso do gato de Alice mostrará como sou agora. Agora que não sou quase nada mesmo. Sobrou o vazio, há o limite terrestre e a imensidão sem fim. Dos pensamentos e das palavras. Dos amores e decisões. Eu estava andando à margem das coisas. Não me recordo quando ou o motivo que me fez caminhar assim. Os dias ensolarados são desperdiçados ao quadrado agora, logo ali, à margem do mar e as montanhas ao redor uma cadeia e um abissal recheados de carnes, ossos e concreto. Procuro um sentido maior em tudo isso, além de minhas crenças ultrapassadas, meus temores de meia idade, contas, prazos, planos sem fim ou começo. O comum me soa “freak” e o estranho um recurso infantil desnecessário. Agora entendo os homens, seus filhos, livros e árvores.